Roteiro de Estudos
Professor(a): Mauricio Rezende Zuffo
Componente Curricular: Eletiva
Turmas:A vida é um filme
Número de aulas/data referente: 2 aulas 26/06
Sensibilização :Analise critica , produção
textual.
Habilidade(s) a ser desenvolvida EF69LP46 Participar de
práticas de compartilhamento de leitura.
Sequência de Atividades Caros alunos esta atividade é muito legal explorem suas criatividades
sonhe acredite, vocês são capazes de criar um personagem, hoje vamos explorar a
criatividade vamos dar vida , nome, criar uma identidade de nosso personagem, descreva no caderno e encaminhem fotos das atividades
para o e-mail.
Forma de Avaliação da Aprendizagem : Estamos construindo a base da
produção cinematografica
Isto é um sonho, bem sei, mas quero continuar a
sonhar.
Atividade
1. Descreva a origem do personagem
Definir o
ambiente ou a cena inicial da sua história faz com que o seu personagem tenha
um lugar para existir. Que lugar é este? Uma metrópole, uma cidade pequena, um
apartamento de luxo, uma casinha no alto da montanha, as possibilidades são
infinitas. O lugar de origem do personagem vai dizer muito sobre
sua personalidade.
2. Dê a ele uma personalidade forte
Um erro
bastante comum de muitos escritores é o medo de criar personagens que tenham
personalidade e opiniões fortes. Isso porque, no mundo real, essas
características são relacionadas com mau gênio e até mesmo arrogância. O que
esses autores se esquecem, no entanto, é de que essas falhas podem ser ótimas
tanto para o enredo quanto para a construção de um personagem do qual os
leitores possam se identificar.
Afinal,
ninguém gosta de personagens insossos, que ficam em cima do muro e não
conseguem se posicionar em determinadas situações e assuntos.
3. Escolha o nome ideal
Pode até
não parecer, mas a escolha do nome do personagem é muito importante para toda a
narrativa do livro e pode ser um fator determinando para o seu sucesso ou
fracasso. Um nome bem escolhido pode despertar certos sentimentos nos leitores
antes mesmo de o personagem mostrar todas as características de sua
personalidade.
Isso
acontece porque cada nome carrega consigo um peso diferente e pode relevar
informações sobre o passado do personagem, sua religião, etnia, cultura e
diversos outros elementos. É importante, também, escolher nomes adequados para
o gênero de livro que está
sendo escrito.
Por
exemplo, um livro de
fantasia ou ficção
científica pode comportar personagens com nomes mais exóticos, já um gênero de romance
contemporâneo demanda
nomes mais comuns do nosso dia a dia — o que também vai depender, é claro, da
região onde se passa a história.
4. Adicione características incomuns
O que o seu
personagem tem que o diferencia dos outros? Pode ser um poder, uma cicatriz, um
jeito peculiar de falar ou andar, um objeto mágico, um segredo ou qualquer
outra característica. Mas, atenção: o que diferencia o seu personagem
precisa adicionar conflito à história. Tudo que gira ao redor do herói ou vilão
precisa fazer sentido para a narrativa. Criar personagens é misturar elementos
simples que irão compor algo complexo.
5. Descreva os aspectos físicos do seu personagem
A
caracterização de um personagem vai muito além de seus trejeitos e está
bastante relacionada com a sua aparência. Os leitores, inclusive, têm o hábito
de associar características físicas com traços de personalidade. Por exemplo,
um personagem que tenha um maxilar marcado e um queixo proeminente podem
indicar personalidade forte e determinação.
Já um
nariz arrebitado pode sugerir arrogância ou imaturidade, ao passo que um nariz
comprido pode indicar conhecimento e sabedoria. É por isso que é muito
importante construir o perfil físico do seu personagem em consonância a sua
personalidade.
6. Defina um propósito
O que
move o seu personagem? O objetivo de vida deve ser simples e direto. Em
histórias de terror a missão é sobreviver até o final. Em uma comédia romântica
é conseguir o amor verdadeiro. Descubra o que o seu personagem persegue e
coloque dificuldades em seu caminho. A motivação vai colocar a narrativa e a
curiosidade do público em movimento.
7. Faça-o ser bom no que faz
Imagine
se o Harry Potter, por exemplo, falhasse em todas as suas missões e fosse um
bruxo nada habilidoso. Com certeza seu apelo pelo público seria outro, não é
mesmo? Isso acontece porque as pessoas leem livros com histórias fictícias para
fugirem da mundanidade de suas próprias vidas, elas querem ler sobre vencedores,
não sobre perdedores.
Não há
necessidade, contudo, de pintá-los como heróis estereotipados, mas é preciso
que eles tenham algo de extraordinário que os façam sempre vencer no final.
8. Dê uma casa para o seu personagem
Onde ele
mora? Ele tem animais de estimação? A casa pode estabelecer muito sobre o
personagem, como manias, nível socioeconômico, família, traumas etc. Tudo
deve ser sugestionado, e não entregue de bandeja. Um quadro dos pais ou avós
pode relevar muito sobre o passado, ou um espelho quebrado pode mostrar como o
personagem se vê interiormente. Use a imaginação para construir uma extensão da
vida em objetos a princípio triviais.
9. Trabalhe seus medos e fraquezas
Um herói pode ser alguém imbatível, mas como podemos nos
identificar com uma pessoa perfeita e sem defeitos? Todos nós temos
imperfeições e pontos fracos. O seu personagem também deve ter! Defeitos e
falhas deixam os personagens mais realistas e próximos do público, além de
adicionar tensão à narrativa.
Além
disso, para ter um melhor apelo com os leitores, uma dica é justificar esses
defeitos com base em experiências e traumas do passado. Por exemplo, se um
personagem masculino for descrito como um conquistador que tem dificuldade para
assumir relacionamentos sérios, seria interessante que sua infância fosse
marcada por um divórcio traumático de seus pais, esclarecendo assim a fonte
desse comportamento errôneo.
10. Seja criativo
Nem todo
personagem precisa ser uma pessoa. Em “O Senhor dos Anéis”, a Montanha
Caradhras (Montanhas da Névoa) funciona como um personagem. Não coloque freios
em sua criatividade, pois as opções são compatíveis com a sua
imaginação. O seu personagem pode ser um animal, um brinquedo, um ser
mitológico, um local, uma construção etc.
Tenha em
mente que bons personagens definem se sua obra será um sucesso ou fracasso. Mas
não se esqueça de que nem tudo precisa estar na história final. Você não precisa
relevar o seu herói ou vilão por completo, mas, com certeza, precisa conhecê-lo
melhor que qualquer um. Agora que você já sabe como criar personagens que
cative o público, basta começar a escrever!
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